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UCITS: entenda o que são esses veículos de investimento para diversificação internacional e seus custos

UCITS: entenda o que são esses veículos de investimento para diversificação internacional e seus custos

Além de diversificar os investimentos entre diversas classes de ativos e setores, para reduzir os riscos e aumentar a possibilidade de retornos consistentes, é preciso pensar também na diversificação geográfica. Isso porque investir em mercados de outros países é a maneira de desconcentrar o risco de um único país ou região, abrindo o leque de oportunidades de ganhos.

Uma das formas de diversificar além das fronteiras é por meio dos fundos UCITS, que são veículos de investimento europeus largamente utilizados por fundos e investidores institucionais do Brasil para contarem com estratégias no exterior.

Na sexta-feira (1/09), na Expert XP 2023, a Quantum fez um o painel especial “Custos dos fundos UCITS”. Foi uma apresentação em tempo real, conduzida por Leandro Tolomei, head de Produtos, direto para os visitantes no stand, no maior evento de investimentos do mundo.

Por dentro dos fundos UCITS

UCITS é a sigla de Undertakings for the Collective Investment in Transferable Securities, um conjunto padronizado de regras que permite a venda de fundos estabelecidos em países da União Europeia.

De acordo com Leandro Tolomei, head de Produtos da Quantum, a base regulatória tem como intuito assegurar alto nível de proteção e transparência aos investidores.

As vantagens dos fundos UCITS são a flexibilidade, diversificação e potencial de retornos. Mas para escolhê-los no mercado, são necessárias as avaliações de informações quantitativas e qualitativas.

Um dos pontos de atenção, segundo o especialista, é em relação às taxas e aos custos associados.

Como ocorre no Brasil, os UCITS divulgam suas rentabilidades líquidas de taxas, mas é preciso compreendê-las. Afinal, retornos passados não são garantia de retornos futuros. A consistência de entrega dos gestores é algo a se observar, mas não se deve tomar decisões apenas olhando os desempenhos históricos no retrovisor.  “Essas taxas e cobranças podem impactar nos retornos gerais dos investimentos no futuro, por isso são fundamentais as análises”, destaca Tolomei.

Ele elencou as principais taxas e custos dos fundos UCITS:

  • Taxa de Entrada (Entry Charge): taxa paga ao comprar cotas de um fundo. Normalmente é cobrado um percentual sobre o valor investido.
  • Taxa de Saída (Exit Charge): taxa paga ao vender as cotas de um fundo. Elas podem diminuir ao longo do tempo de permanência.
  • Taxa de gestão: custo relacionado ao serviço de gestão do fundo.
  • Taxa de Administração: inclui os custos de serviços de administração, custódia e auditoria.
  • Outros custos operacionais: contempla custos legais, regulatórios, entre outros.
  • Taxa de Performance: cobradas quando um fundo supera determinado índice de referência ou meta pré-estabelecida.

Tolomei explicou que ao incorporarem taxas de performance, os fundos UCITS podem oferecer estruturas de taxas mais flexíveis. “Por exemplo, uma taxa de gestão mais baixa combinada com uma taxa de performance, o que pode ser mais atrativo para certos investidores, especialmente se acreditarem na capacidade do gestor de superar benchmark.”

Para ilustrar, ele apresentou uma comparação de retornos líquidos e brutos dos fundos, incluindo as taxas/custos correntes:

Comparação de retornos líquidos e brutos dos fundos UCITS

Fonte: Quantum Finance

Leandro Tolomei ressaltou que no mercado de fundos UCITS ocorre uma migração dos investidores para produtos de menores custos. Isso pode ser visto no levantamento abaixo da ICI Research envolvendo fundos de ações (equities), de renda fixa (fixed income) e nos que mesclam estratégias nessas duas classes.

 

A Quantum Finance conta com fundos UCITS em sua base de dados, entregando soluções de inteligência envolvendo esse segmento. A fonte é a Bolsa de Valores de Luxemburgo, a Luxembourg Stock Exchange (LuxSE), com a qual mantém parceria.

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