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CDBs: prefixados continuam em queda, oferecendo retornos de até 13,57% ao ano

CDBs: Prefixados permanecem em queda

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No dia 11 de julho, o IBGE divulgou que a inflação oficial do Brasil teve uma redução de 0,08% em junho, confirmando as expectativas de deflação e aumentando a pressão sobre o Banco Central para diminuir a taxa básica de juros. A notícia teve impacto nas rentabilidades oferecidas nos CDBs.

Ao mesmo tempo, o IBC-Br, considerado um indicador antecedente do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, registrou uma queda de 2% em maio, conforme informado pelo BC na última segunda-feira (17).

As últimas informações econômicas têm reduzido as incertezas no mercado quanto à redução da taxa Selic em agosto ou setembro. Diante desse cenário, as taxas de remuneração dos CDBs prefixados seguem em movimento de queda.

É o que mostra o nosso levantamento feito a pedido do portal InfoMoney, analisando os CDBs emitidos entre 4 e 17 de julho.

Confira os destaques por tipos de títulos:

CDBs Prefixados

Na leitura entre 20 de junho e 3 de julho, os prefixados de 12 meses pagavam, em média, 12,41% ao ano. De acordo com nosso último levantamento, a taxa média para o período recuou para 11,92%.

Conforme o levantamento, a taxa média dos títulos prefixados registrou uma queda em todos os prazos examinados. As taxas mínimas e máximas também sofreram redução em todos os vencimentos considerados, com exceção dos títulos com 36 meses de vencimento, nos quais houve apenas três emissões no período.

Veja abaixo:

Retornos de CDBs prefixados (04 a 17/07)
prazo (meses) indexador taxa mínima taxa média taxa máxima número de títulos emissor da maior taxa
3 PREFIXADO 12,00% 13,24% 13,57% 25 BANCO DAYCOVAL
6 PREFIXADO 12,30% 12,89% 13,39% 46 BANCO DAYCOVAL
12 PREFIXADO 11,30% 11,92% 12,24% 29 BANCO DAYCOVAL
24 PREFIXADO 9,90% 10,55% 11,01% 9 BANCO DAYCOVAL
36 PREFIXADO 10,60% 10,71% 10,82% 3 BANCO DAYCOVAL

Fonte: Quantum Finance. Obs: Os retornos são brutos, ou seja, não consideram o Imposto de Renda

CDBs pós-fixados

Os títulos bancários atrelados ao CDI também tiveram suas taxas reduzidas. Anteriormente, esses instrumentos rendiam até 120% do CDI, mas, a partir de 3 de julho, o retorno máximo passou a ser de 117% do CDI.

Contudo, é relevante destacar que a taxa média para os títulos com vencimento em 6 meses registrou um aumento, subindo de 100,14% do CDI para 100,45%. Em relação a todos os outros prazos, houve diminuição nas taxas média, mínima e máxima.

Destaque para a taxa média dos pós-fixados de 12 meses, que caiu de 102,60% do CDI para 100,58%.

Na última quinzena analisada, o número de emissões de CDBs pós-fixados diminuiu, passando de 284 na leitura anterior para 243. Veja:

Retornos de CDBs indexados ao CDI (04 a 17/07)
prazo (meses) indexador taxa mínima taxa média taxa máxima número de títulos emissor da maior taxa
3 %CDI 91,00% 100,62% 105,50% 32 BANCO PAN
6 %CDI 97,50% 100,45% 105,00% 44 BANCO DAYCOVAL
12 %CDI 90,00% 100,58% 113,00% 70 PARANA BANCO
24 %CDI 92,00% 99,78% 105,00% 37 BANCO ABC BRASIL
36 %CDI 100,00% 102,78% 117,00% 60 SINOSSERRA FINANCEIRA

Fonte: Quantum Finance. Obs: Os retornos são brutos, ou seja, não consideram o Imposto de Renda.

CDBs atrelados à inflação

As taxas dos títulos vinculados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) também acompanharam a tendência de queda dos títulos prefixados e atrelados ao CDI. Esse movimento registrado na última quinzena indica que as altas nos CDBs de inflação, impulsionadas pela redução das expectativas de inflação a curto prazo, chegaram ao fim.

A rentabilidade real média dos papéis com vencimento de 12 meses diminuiu de 8,39% para 7,14%. Já o título com a maior taxa foi emitido pelo Banco Pan, oferecendo um retorno de 8% além da variação do IPCA para esse prazo.

Durante o período de 24 meses, as taxas médias dos CDBs de inflação apresentaram uma queda de 6,73% para 6,11%, enquanto nos papéis de 36 meses, a redução foi de 6,54% para 6,07%.

Vale destacar que o levantamento da Quantum Finance revelou ainda queda de 7,20% para 6,65% nas taxas máximas dos títulos com vencimento em 24 meses.

Além disso, houve uma significativa diminuição no número de emissões de CDBs de inflação, que passaram de 118 para 45.

Confira:

Retornos de CDBs indexados à inflação (04 a 17/07)
prazo (meses) indexador taxa mínima taxa média taxa máxima número de títulos emissor da maior taxa
12 IPCA 6,60% 7,14% 8,00% 4 BANCO PAN
24 IPCA 5,00% 6,11% 6,65% 25 HAITONG BANCO DE INVESTIMENTO DO BRASIL
36 IPCA 6,00% 6,07% 6,30% 16 HAITONG BANCO DE INVESTIMENTO DO BRASIL

Fonte: Quantum Finance. Obs: Os retornos são brutos, ou seja, não consideram o Imposto de Renda.

CONFIRA AGORA A REPORTAGEM:

Matéria: Quanto rende um CDB hoje? Taxas de prefixados mantêm tendência de queda e pagam até 13,57% ao ano

Autor: Leonardo Guimarães

Por: InfoMoney – Publicado em 20/07/2023 

Informações Financeiras: Quantum Finance

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