O Ibovespa marcou novo mês positivo em 2025, ampliando os ganhos acumulados. O impulso em março levou ainda a um desempenho trimestral não visto faz um ano.
Após a baixa em fevereiro, o principal índice da bolsa brasileira entregou uma valorização de 6,08% em março.
Trata-se do melhor mês desde agosto de 2024, quando disparou 6,54%.
Fonte: Quantum Finance
Nos primeiros meses de 2025, o Ibovespa registrou desempenho acumulado positivo de 8,29%, maior resultado trimestral desde a valorização de 15,12% entre outubro e dezembro de 2023.
Comparando apenas entre primeiros trimestres, o resultado foi o melhor em três anos.
A bolsa brasileira seguiu direção contrária ao movimento no exterior, com as ações dos EUA aprofundando as quedas no ano.
Dentre os fatores por trás do ânimo dos investidores com o Brasil, estão:
- alívio nos juros;
- maior atratividade dos mercados emergentes; e
- pressões sobre as bolsas norte-americanas.
Veja a seguir o resumo do mercado:
- Volatilidade no exterior com tarifas de Trump
- Novo mês positivo para fluxo de investimento estrangeiro
- Expectativas do mercado sobre juros
- Ações brasileiras: ferramentas práticas para suas análises
Ibovespa sustenta alta em meio a tarifas de Trump
O Ibovespa ganhou pontos em março, mesmo com o foco global recaindo sobre a agenda econômica de Donald Trump, presidente dos EUA.
Desde que assumiu o comando da Casa Branca em 2025, Trump tem alimentado incertezas nos mercados devido à sua política tarifária sobre bens importados.
China, México e Canadá foram os primeiros países a entrar na mira do governo norte-americano. Além da mudança de taxação de mercadorias advindas desses países, os EUA implementaram tarifas de 20% sobre importações de aço e alumínio.
Trump prometeu anunciar novas tarifas ao mundo. As preocupações dos investidores aumentaram por falta de maior visibilidade quanto aos impactos que as tarifas poderiam ocasionar, incluindo uma possível recessão na maior economia do mundo.
Nos EUA, os principais índices acionários têm enfrentado um ambiente desafiador, com Nasdaq já afundando mais de 10% em 2025 diante do aumento da percepção de risco.
Fonte: Quantum Finance
Bolsa brasileira aproveita entrada de capital estrangeiro
A perda de atratividade das bolsas dos EUA abriu caminho para injeção de capital em outros mercados, especialmente os emergentes.
O Brasil se beneficiou da mudança de direção dos investidores estrangeiros, consolidando uma sequência de meses positivos de fluxo de investimento vindo do exterior.
Até o dia 28, o saldo de investimento estrangeiro em março era de R$ 5,28 bilhões (considerando IPOs e follow-ons), de acordo com dados da B3.
No ano, o volume atingiu R$ 13,9 bilhões positivos.
O nível elevado de juros e o desconto dos ativos brasileiros explicam o interesse dos estrangeiros com o mercado local.
A bolsa brasileira enfrentou em 2024 a maior fuga de capital estrangeiro desde 2016, quando a B3 passou a disponibilizar os dados da série.
O Ibovespa teve o seu pior desempenho anual desde 2021, enquanto o dólar superou o patamar histórico de R$ 6. A renda fixa ganhou força, e quem acompanhou o mercado pôde encontrar taxas de títulos públicos nas máximas.
Mercado atento a próximos passos do BC
Aconteceu em março a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central onde foi decidido um aumento de 1 ponto percentual para a Selic.
Com isso, a taxa básica de juros brasileira subiu para o seu maior nível desde 2016, a 14,25%.
A explicação para o ajuste está no nível de incertezas internas e externas que podem desviar o rumo dos juros no país.
Autoridades monetárias comentaram que a economia doméstica segue aquecida, enquanto a inflação continua seu movimento de alta.
Apesar disso, a ata do Copom sinaliza que um novo aumento “de menor magnitude” é viável na próxima reunião.
Segundo o Boletim Focus de 31 de março, a previsão dos economistas para a Selic ao fim do ano segue em 15%.
Ações brasileiras: ferramentas práticas para suas análises
Apesar do movimento de alta, as ações brasileiras estão suscetíveis aos acontecimentos do cenário macroeconômico interno e externo.
Por isso, acompanhar as oscilações do mercado é essencial para todo investidor de renda variável.
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