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Inteligência Artificial e o universo dos investimentos: quais as tendências?

Este conteúdo aborda a aplicação da inteligência artificial nos investimentos. O material explica como a tecnologia já é utilizada em atividades como análise de dados, gestão de risco, detecção de fraudes, negociação algorítmica e automação de processos. O artigo também explora tendências como IA agêntica, gestão de patrimônio apoiada por IA e ampliação do acesso a produtos financeiros, além de discutir desafios relacionados à qualidade dos dados, governança e regulação. Para contextualizar o cenário, o texto reúne informações e projeções de instituições como Gartner e Deloitte.

A inteligência artificial avança rapidamente, ampliando a sua presença em diferentes etapas da cadeia de investimentos. Ela impacta áreas como análise de dados, automação de processos, gestão de risco e atendimento a clientes.

Nesse contexto, compreender como a tecnologia vem sendo usada pelos participantes do mercado ajuda a antecipar mudanças na forma de analisar ativos, tomar decisões e estruturar operações.

Nas próximas linhas, saiba como a IA já é utilizada nos investimentos e quais são as tendências e os desafios que a acompanham. Boa leitura!

Como a inteligência artificial está sendo aplicada nos investimentos?

A IA no mercado financeiro não é novidade, afinal, tecnologias como machine learning e redes neurais já fazem parte da rotina de muitas instituições. O que muda nessa dinâmica é a velocidade de adesão a ela e a profundidade de utilização.

Em 2024, 58% das empresas de finanças já utilizavam IA — uma alta de 21 pontos percentuais em relação a 2023, segundo levantamento da Gartner. À época, metade dos negócios que ainda não haviam adotado a tecnologia planejava implementá-la.

No front office, os usos mais relevantes da IA englobam:

No back office, o impacto é igualmente expressivo. A automação de atividades como liquidação de operações e reportes regulatórios reduz erros manuais e custos operacionais, permitindo que o setor passe de respostas reativas para preditivas.

O potencial econômico desse movimento é significativo. Grandes bancos de investimento globais estão entre os que mais avançam na implementação de IA generativa no relacionamento com seus clientes. O impacto esperado em produtividade e receita é um dos principais motores dessa corrida.

Quais são as tendências do uso de IA nos investimentos?

A adoção da IA já está avançada em diversas empresas do mercado financeiro — então a próxima discussão é como essa tecnologia deve evoluir nos próximos anos. As transformações afetam o modo como ativos são geridos, o acesso às alternativas e outros aspectos.

Saiba quais são as principais tendências do uso de IA nos investimentos!

Mais autonomia

Se a primeira onda da IA no mercado financeiro foi da automação de processos e da análise de dados em larga escala, a próxima é da autonomia. A IA agêntica está se tornando parte da infraestrutura, usando sistemas que executam fluxos de decisão independentemente, sem intervenção humana a cada etapa.

Enquanto os modelos tradicionais operam dentro de restrições predefinidas, a IA agêntica demonstra autonomia, comportamento orientado a objetivos e adaptabilidade. Ela coleta dados do ambiente, integra informações de diferentes sistemas, bases e documentos, raciocina sobre eles, define metas, toma decisões e aprende com os resultados.

No mercado financeiro, isso possibilita criar sistemas que analisam preços de ativos e indicadores econômicos em tempo real para executar negociações de maneira independente.

Gestão de patrimônio e banking institucional

Na gestão de patrimônio, espera-se um impacto estrutural. A Deloitte projeta ganhos de produtividade entre 30% e 100% até 2032, com potencial de liberar entre 25% e 50% do tempo hoje gasto pelos assessores em atividades operacionais.

Esse ganho pode vir de frentes como:

O movimento pode expandir a capacidade da indústria para o equivalente a US$ 10 trilhões a US$ 35 trilhões em ativos sob gestão. 

No banking institucional, a projeção é igualmente expressiva. O uso da IA como motor central de execução pode responder por até 25% das receitas dos 50 maiores bancos americanos até 2030. A projeção representa ganhos adicionais entre US$ 66 bilhões e US$ 75 bilhões.

Democratização de acesso

A IA generativa também deve reduzir as fricções na distribuição de produtos financeiros. Na prática, isso pode acontecer ao apoiar momentos como:

Muitos desses produtos são historicamente restritos a investidores institucionais, como certos produtos ligados a capital privado. Com processos mais automatizados e dados mais bem estruturados, há chance de parte deles chegar a mais canais de distribuição.

A Deloitte estima que quase 16% dos fundos registrados nos EUA terão exposição relevante ao private capital até 2030, alcançando efetivamente um em cada seis fundos de varejo.

A qualidade do dado segue como uma variável central em todas essas frentes. Nesse sentido, modelos mais autônomos exigem fundamentos ainda mais sólidos, enquanto a governança de dados é uma pré-condição estratégica.

Leia: Análise de investimentos: guia completo para decisões estratégicas

Quais são os desafios do uso da IA no mercado financeiro?

A adoção da IA no mercado financeiro avança em ritmo acelerado, mas os desafios que acompanham o movimento são relevantes. Veja quais são!

Qualidade de dados

O primeiro desafio do uso da IA no mercado financeiro é estrutural. Para uma iniciativa ser bem-sucedida, os dados precisam ser altamente disponíveis, rastreáveis, limpos e bem classificados. Sem essa base, os modelos mais sofisticados entregam leituras amplas, porém incorretas.

Paralelamente, o uso de dados fora do ambiente controlado é frequentemente subestimado. Ao inserir informações de clientes em plataformas públicas de IA generativa, a empresa perde o controle sobre o que é feito com elas. 

Nessas situações, as instituições arriscam infringir regulações como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, ficando vulneráveis a multas e outras penalidades. Assim, a qualidade e a governança dos dados se tornam ainda mais relevantes.

Nesse cenário, empresas do mercado financeiro tendem a buscar ambientes próprios. Neles, bases internas, sistemas, documentos e interfaces de consulta podem operar de forma integrada, com mais controle sobre segurança, rastreabilidade e uso das informações.

A Quantum foi uma das pioneiras em utilizar inteligência artificial aplicada ao setor de investimentos, com a tecnologia proprietária Atom Expert System (AES).

Diferentemente de modelos generativos de uso amplo, o AES se apoia em motores de aprendizado voltados ao cruzamento, ao tratamento e à análise de dados financeiros. A partir desse trabalho, disponibilizamos uma base integrada de informações de qualidade aos profissionais do mercado financeiro.

Além disso, nossas APIs podem apoiar a estruturação de infraestruturas próprias de dados. Elas conectam informações confiáveis a ambientes internos, sistemas analíticos e arquiteturas que utilizem protocolos como MCP para facilitar a interação entre usuários, ferramentas e bases estruturadas.

Governança e regulação

Manter frameworks robustos de governança e compliance é uma condição para usar a IA. Eles evitam que os benefícios da tecnologia exponham o mercado financeiro, investidores e consumidores a riscos novos ou ampliados.

Cabe às instituições financeiras trabalhar em estreita colaboração com os reguladores para que a implementação esteja alinhada à busca por estabilidade e equidade na indústria.

Nesse contexto, a ANPD abriu uma consulta pública para um sandbox regulatório de inteligência artificial e proteção de dados. A iniciativa busca apoiar a construção de instrumentos regulatórios para IA, além de estimular a transparência algorítmica e a inovação responsável.

A inteligência artificial já conquistou seu espaço nos investimentos, com tendências que apontam para sistemas cada vez mais autônomos, integrados e dependentes de dados confiáveis. Entender esse movimento ajuda a acompanhar a evolução da tecnologia e as mudanças em curso no mercado.

Quer seguir de perto as transformações do mercado financeiro com dados estruturados? Conheça as soluções da Quantum e acesse informações organizadas para apoiar suas análises e decisões!

Resumindo

A IA nos investimentos pode ser analisada a partir de três frentes principais: aplicações atuais, tendências de evolução e cuidados necessários para o uso responsável da tecnologia.

Observe:

Frente Como aparece nos investimentos Pontos de atenção
Aplicações atuais Análise de dados, automação de processos, gestão de risco, detecção de fraudes, negociação algorítmica e robôs-advisors A confiabilidade das respostas depende da qualidade, classificação e rastreabilidade dos dados
Tendências IA agêntica, gestão de patrimônio apoiada por IA, banking institucional e ampliação do acesso a produtos financeiros Modelos mais autônomos exigem integração entre sistemas, bases e documentos, além de governança robusta
Cuidados Segurança da informação, compliance, regulação, privacidade e uso de dados em ambientes controlados Plataformas públicas e modelos sem controle adequado podem ampliar riscos regulatórios e operacionais
Papel da Quantum Uso de IA proprietária para cruzar, tratar e analisar dados financeiros, além de APIs conectáveis a infraestruturas próprias Bases confiáveis e estruturadas são fundamentais para apoiar análises, automações e ambientes internos de IA
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