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Ganhos acima da inflação: rentabilidade real dos CDBs avança

Ganhos acima da inflação: rentabilidade real dos CDBs avança

Imagem: Quantum Finance

O InfoMoney monitora periodicamente o segmento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com dados da Quantum Finance. A reportagem desta segunda-feira (18/07) mostra que na esteira das novas revisões para cima das estimativas para a inflação de 2023, as taxas oferecidas pelos títulos com retorno atrelado ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também avançaram. 

Neste caso, são analisados os CDBs com remuneração mista ou híbrida, que pagam taxa mais IPCA. 

A rentabilidade real máxima oferecida por CDBs indexados à inflação chegou a 8,65% entre os dias 4 e 18 de julho. O percentual é maior do que 7,52% vistos 15 dias antes e não inclui a dedução no Imposto de Renda (IR).

Segundo o levantamento, o CDB em questão foi emitido pelo Banco BTG Pactual, que possui classificação de risco de crédito (rating) nacional de longo prazo AA, segundo a Fitch Ratings. O papel apresentava vencimento em 12 meses.

Retornos de CDBs atrelados à inflação, com prazo de 24 meses, também subiram na última quinzena, saltando de 6,22% para 8,41%. Por outro lado, papéis com vencimento a partir de 36 meses, registraram recuo dos retornos, de 7,05% para 6,28% agora.

Confira: 

Retornos brutos de CDBs indexados à inflação (de 04/07 a 18/07)
Prazo (meses) Indexador Taxa mínima Taxa média Taxa máxima Emissor da maior taxa
12 100% IPCA 7,45% 7,99% 8,65% BANCO BTG PACTUAL
24 100% IPCA 6,45% 7,01% 8,41% BANCO BMG
36+ 100% IPCA 5,75% 6,01% 6,28% BANCO BTG PACTUAL

Fonte: Quantum Finance. Obs: Os retornos são brutos, sem descontar o Imposto de Renda.

Dados apresentados pelo Relatório Focus, do Banco Central, apontam que a mediana das projeções para a inflação oficial de 2023 avançou para 5,20%, ante os 5,09% previstos na semana anterior.

A matéria produzida pelo InfoMoney também analisa os CDBs atrelados ao CDI e os CDBs prefixados

Quanto aos prefixados, também se nota a evolução das taxas. 

A escolha do indexador dos CDBs

A matéria do InfoMoney ressalta a importância da diversificação da parcela de renda fixa das carteiras. 

Diante de novas revisões para cima nas projeções para a Selic e para a inflação deste ano, o melhor a fazer neste momento é diversificar os indexadores, na avaliação de Gustavo Henrique Penha, planejador financeiro CFP.

O alocador explica que a vantagem dos ativos atrelados à inflação é que eles oferecem retornos acima da alta de preços e conseguem manter o poder de compra do investidor.

Da mesma forma, ativos atrelados ao CDI podem ser bons trunfos em um cenário de alta da Selic, porque possuem a remuneração indexada a uma taxa que caminha de forma bem próxima da taxa básica de juros.

CDBs prefixados também entram na lista de recomendações, segundo Penha. O único detalhe é que, se os juros subirem além do que o mercado imaginava a princípio, o rendimento do prefixado corre o risco de ficar defasado. Ou seja, menor do que a Selic.

Portanto, é preciso atenção com a remuneração, já que o investidor “trava” a taxa na hora que adquire o papel.

Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, e Pietro Consolaro, analista de renda fixa da casa, também não descartam totalmente o investimento em papéis prefixados. Porém, em documento enviado a clientes, ambos alertam que a alocação deve seguir baixa, por enquanto, mesmo com o recorde recente registrado por alguns papéis.

Nas estimativas da corretora, a Selic deve encerrar este ano em 13,75% e terminar 2023 em 9,25%. Para a inflação deste ano, as projeções estão em 7%, e de 5% no ano que vem.

Vale ler a matéria completa:

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