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Professor Campani compartilha estratégia de investimentos com ações das bolsas do Brasil e Estados Unidos

Estratégia de investimentos nas bolsa do Brasil e dos EUA

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Professor Campani compartilha estratégia de investimentos com ações das bolsas do Brasil e Estados Unidos

“O conceito de estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie…

Brincadeiras à parte, ter uma estratégia para a carteira é fundamental para todo investidor. Muitos preferem montar um método próprio, mas conhecer ideias de especialistas, muitas vezes, é algo bem-vindo.

Recentemente, o especialista Carlos Campani compartilhou em seu blog uma estratégia simples e eficiente para se obter bons retornos na carteira de investimentos. Para comprovar o seu planejamento, o professor utilizou dados da plataforma Quantum.

Confira abaixo a estratégia completa com exemplos!

Entendendo o método

O professor Campani trouxe a ideia de, com base na parcela de renda variável em ações da carteira, o investidor poderia comprar 50% de bolsa brasileira e 50% de bolsa norte-americana.

O especialista ainda trouxe seis motivos do porquê essa estratégia poderia ser adotada:

  • É prática, uma vez que basta apenas comprar ETFs atrelados às bolsas e disponíveis na B3; 
  • Tem baixo custo devido às taxas de administração de ETFs serem inferiores a de fundos de investimentos; 
  • As operações só precisam ser realizadas uma vez por ano; 
  • O rebalanceamento da carteira pode ser feito somente com duas transações, reequilibrando para a mesma quantidade investida em cada ETF;
  • O modelo garante diversificação à carteira com ações brasileiras e papéis negociados na bolsa norte-americana;
  • Há ainda o ganho com o hedge natural do dólar em caso de queda da bolsa brasileira. 

Resultados da estratégia de investimentos

Para expôr o método, o professor utilizou dados da nossa plataforma Quantum Axis, a mais completa do mercado. Foram utilizados os benchmarks IBrX 100, para a B3, e o S&P 500, para a bolsa norte-americana.

Por que foram escolhidos esses índices? 

Campani justifica com a melhor performance do IBrX 100 em comparação ao Ibovespa, dada a sua maior diversificação  com 100 papéis em vez de 80, além da menor concentração em Petrobrás, Vale e bancos.

Já para o S&P  500, a escolha se deus pela quantidade de papéis no índice norte-americano. Como o próprio nome já diz, o benchmark conta com 500 ativos negociados na bolsa estadunidense.

Além disso, os dois índices contam com ETFs com baixa taxa de administração em sua composição. No caso, as taxas são abaixo de 0,2%, ou seja, um valor bem abaixo do praticado por fundos de investimentos em ações globais.

O especialista separou a rentabilidade e a volatilidade anual média da estratégia desde o longevo ano de 1997. Ele ainda comparou a carteira simulada com o CDI  como taxa livre sem risco, além das bolsas americanas e brasileiras. 

Os dados mostram que o método de Campani supera os três benchmarks ao longo dos 26 anos de janela do estudo. Confira abaixo os resultados.

 CDIIBrX 100S&P 500Estratégia
Rentabilidade Média (a.a.)13,6%14,0%13,4%15,5%
Volatilidade (a.a.)6,6%39,7%24,9%25,1%

Como visto acima, as bolsas tiveram rentabilidades próximas à taxa livre sem risco, no caso o CDI. Mas, como percebemos, a estratégia de Campani desempenhou acima das duas bolsas e do próprio CDI.

A estratégia alcançou um retorno médio de 15,5% ao ano, contra 14,0% da bolsa brasileira e 13,4% da bolsa estadunidense, também ao ano. 

Isso graças ao rebalanceamento anual, apontado na explicação do método.

Em números frios, a taxa de 15,5% ao ano pode parecer pouco. Contudo, se a análise for feita em um ínterim de 26 anos, o cenário é benéfico. O professor Campani simulou um investimento de R$ 10 mil nos quatro índices, em 1996. 

Os números até o final de 2022 mostram uma diferença considerável da estratégia para as duas bolsas e a taxa livre sem risco. Confira: 

DataCDIIBrX 100S&P 500Estratégia
Final de 2022R$ 272.868,95R$ 302.255,80R$ 260.155,02R$ 424.555,78
Final de 1996R$ 10.000,00R$ 10.000,00R$ 10.000,00R$ 10.000,00

Como mostrado acima, o capital teria se multiplicado em 42 vezes. Campani ainda trouxe a rentabilidade ano a ano para discorrer sobre outra questão. Veja primeiramente os dados retirados diretamente da nossa plataforma:

AnoCDIIBrX 100S&P 500Estratégia
202212,4%4,0%-24,7%-10,3%
20214,4%-11,2%36,3%12,5%
20202,8%3,5%49,9%26,7%
20196,0%33,4%34,1%33,7%
20186,4%15,4%9,8%12,6%
201710,0%27,5%21,2%24,4%
201614,0%36,7%-8,6%14,1%
201513,2%-12,4%45,9%16,8%
201410,8%-2,8%26,3%11,8%
20138,1%-3,1%48,6%22,7%
20128,4%11,5%23,5%17,5%
201111,6%-11,4%12,6%0,6%
20109,7%2,6%7,9%5,3%
20099,9%72,8%-8,0%32,4%
200812,4%-41,8%-18,8%-30,3%
200711,8%47,8%-14,2%16,8%
200615,0%36,1%3,8%19,9%
200519,0%37,3%-9,2%14,1%
200416,2%29,8%0,1%15,0%
200323,3%78,5%3,3%40,9%
200219,1%5,7%16,7%11,2%
200117,3%-0,9%3,2%1,1%
200017,3%-0,8%-1,8%-1,3%
199925,2%154,0%76,9%115,4%
199828,6%-37,8%37,1%-0,3%
199724,5%33,1%40,7%36,9%

Os números mostram que houve perda em apenas 4 anos dos 26 da amostra. Sendo que em dois deles, foram prejuízos  consideravelmente baixos (-0,3% e -1,3%). 

O professor também destacou que em 10 anos, uma das bolsas retraiu, mas a estratégia foi salva pela outra. Notamos, assim, um reflexo do hedge natural oferecido pela carteira.

Ainda vale listar que em 2008 houve uma das grandes crises da economia moderna, o que resultou em quedas das principais bolsas do mundo. Mesmo assim, a estratégia de investimentos ficou com uma perda abaixo do dólar naquele ano (de 31,3%) devido à exposição à bolsa norte-americana.

O ano de 2022, com todos os seus desafios macro, também trouxe baixa performance para a bolsa estadunidense. A estratégia, portanto, também recuou diante desse difícil cenário.

Por fim, pudemos notar que a estratégia avançou em 22 dos 26 anos na amostra do estudo realizado. Um aproveitamento de 84,6%.

CONFIRA AGORA O ARTIGO COMPLETO:

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