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Hidrogênio verde: Entenda e confira dados desse investimento ESG

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Hidrogênio verde: confira essa aposta ESG e seus retornos

Diante das diversas métricas do mercado financeiro, uma vem ganhando destaque. Mas não é por conta das cifras ou porcentagem de ganhos. Estamos falando das práticas ESG (sigla para environmental, social and governance).

Os chamados investimentos ESG incorporam questões ambientais, sociais ou de governança. Ou seja, as companhias conciliam o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental e o respeito à sociedade. 

Um dos últimos queridinhos dos investidores ESG é o hidrogênio verde (H2V). O chamado “combustível do futuro” e uma das apostas em energia limpa tem potencial para atender até indústrias de alto consumo energético.

Assim, a Quantum realizou um estudo sobre índices de hidrogênio verde a pedido do portal E-Investidor

H2V e o mercado brasileiro: oportunidades e desafios

A reportagem do E-Investidor destaca que diversas empresas e investidores miram retornos atrativos com oportunidades criadas pelo H2V. 

Em janeiro, a EDP Brasil (ENBR3) lançou o piloto de usina de hidrogênio verde, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A companhia investiu R$ 43 milhões no projeto, conforme a matéria.“O Ceará reúne características estratégicas para protagonizar o processo de introdução do hidrogênio verde no País, seja pelo operacional solar e eólico (mecanismo fundamental para a produção do gás de forma sustentável) seja por sua localização e oferta de infraestrutura para o escoamento desse produto ao mercado internacional”, disse João Marques da Cruz, CEO da EDP no Brasil, em evento de inauguração da unidade.

Outras indústrias brasileiras seguem atentas às oportunidades do segmento. A Unigel e a Raízen são duas das interessadas no setor. Afinal, o H2V promete trazer investimentos de R$ 200 bilhões ao mercado brasileiro até 2040, segundo levantamento da consultoria empresarial norte-americana McKinsey & Company.

Por que o cenário é favorável ao Brasil no que diz respeito ao hidrogênio verde? A equipe do E-Investidor ouviu especialistas para responder essa questão.

Um fator positivo é a nossa posição geográfica vantajosa, quando comparada a outros mercados, como Chile e Estados Unidos. “Estruturas como o Polo Petroquímico de Camaçari (BA), o Porto do Pecém (CE) e o Porto de Açu (RJ) possibilitam a implantação de hubs de produção e exportação de hidrogênio verde, com distância de embarque relativamente próxima aos portos europeus”, afirma Paulo Alveranga, CEO sul-americano da ThyssenKrupp, uma das fornecedoras de tecnologia para a produção de hidrogênio verde no mundo.

No entanto, um dos desafios dessa produção ainda é o seu custo. “Atualmente, as empresas gastam em torno de US$ 5 a US$ 6 para produzir um kg de hidrogênio verde por meio de energia renovável, enquanto o custo para produzir hidrogênio verde por meio de combustível fóssil fica em torno de US$ 1 a US$ 3″, revela Maria Paula Cantusio, head de ESG da equipe de research do Santander. 

Uma das maneiras de contornar essa questão é com a “taxação de carbono”, amplamente defendida por governos europeus. Uma das propostas da União Europeia é o mecanismo de ajuste de fronteira de carbono (CBAM), isto é, a cobrança em cima de pegada de carbono do processo produtivos de alguns bens importados. Com isso, aumenta-se a competitividade do hidrogênio verde produzido a partir de energia renovável.

Embora ainda não se veja um movimento semelhante na política brasileira em prol do H2V, alguns especialistas esperam mudanças nesse cenário no curto prazo. Paulo Leme, sócio do Dias Carneiro Advogados, é um deles. Ele acredita em um plano de metas com incentivos fiscais para produção e utilização do combustível verde.

“O governo pode estabelecer que 50% do hidrogênio utilizado no Brasil deve ser verde, por exemplo. Isso é uma meta. Então, o mercado vai ter um direcionamento mais definido para alcançar essas metas”, cita Leme.

Como investir em hidrogênio verde 

Todas essas movimentações do mercado representam oportunidades de investimentos. A matéria cita empresas listadas em Bolsa com exposição no setor. 

E a Quantum realizou um levantamento com uma comparação entre diversos índices de hidrogênio. 

Todos os benchmarks estão listados em bolsas do exterior. Além disso, os retornos desde o início da série e os retornos de 2023 foram contabilizados até o último dia 31 de janeiro.

Confira abaixo os resultados.

ÍndiceTipoData de inícioRetorno desde o início da série (em R$)Retorno desde o início da série (em US$)Retorno 2022 (em R$)Retorno 2022 (em US$)Retorno 2023 (em R$)Retorno 2023 (em US$)
Indxx Hydrogen Economy Index Net Total ReturnHidrogênio30/11/2018227,14%147,85%-37,44%-33,09%14,04%16,69%
S&P Kensho Hydrogen Economy Index Net Total ReturnHidrogênio15/05/2017280,32%131,29%-23,52%-18,20%15,62%18,31%
Solactive Global Hydrogen ESG Index Net Total ReturnHidrogênio verde31/07/202011,71%13,99%-43,33%-39,39%16,33%19,03%
Solactive Global Hydrogen Index Net Total ReturnHidrogênio29/06/2021-49,48%-51,00%-50,11%-46,64%19,45%22,22%

Fonte: Quantum Finance

Disclaimer: As rentabilidades passadas apresentadas não são garantia de rentabilidade futura. Esse conteúdo tem cunho educativo e não deve ser confundido como recomendação de investimentos.

Especialistas também apontam como fator a ser analisado os desdobramentos do mercado. Entre eles, merece destaque o campo político, no caso de possíveis incentivos fiscais e planos de metas. 

“Como em toda tecnologia em fase inicial de apresentação, esta incerteza na viabilidade financeira dos projetos é um dos maiores riscos que um investidor deve avaliar”, diz Rafael Campos, gestor de portfólio da Vox Capital. 

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