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Desempenho do Ibovespa em Comparação com as Bolsas Americanas

Ibovespa está se saindo em relação às bolsas americanas

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Desempenho do Ibovespa em Comparação com as Bolsas Americanas

No início de 2023, foi perceptível uma mudança significativa em relação a 2022, que foi marcado como um dos piores para as bolsas americanas. As empresas de tecnologia, que apresentaram um baixo rendimento no ano passado, implementaram ajustes e realizaram uma série de reestruturações, voltando com força total para impulsionar os principais acionistas das bolsas americanas. 

O índice Nasdaq Composite, que possui uma forte concentração das chamadas big Techs, se destaca no ano, apresentando uma alta de 34% no acumulado até o final de agosto, conforme o levantamento realizado pela Quantum para o Valor Investe. Em contraste, em 2022, este índice sofreu uma queda de 33%. Enquanto isso, o Ibovespa registrou um aumento de menos de 5,5% no mesmo período. A referência brasileira também ficou atrás do S&P500, que reúne as maiores empresas listadas na bolsa de Nova York, apresentando ganhos de 17% no período. 


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omparação entre Ibovespa e os índices no exterior

Índices 02/01/2023 até 31/08/2023 

Cotation Assistée en Continu – CAC 40 (Moeda Original) – França 

13,02% 
DAX (Moeda Original) – Alemanha 14,53% 
FTSE 100 (Moeda Original) – Reino Unido -0,17% 
Global BDRX – BDRs na B3 21,43% 
Ibovespa – Brasil 5,47% 
NASDAQ Composite Index (Moeda Original) – EUA 34,09% 
NIKKEI 225 (Moeda Original) – Japão 25,00% 
S&P 500 (Moeda Original) – EUA 17,40% 
SSE COMPOSITE (Moeda Original) – China 0,99% 

Fonte: Quantum Finance

Análise do Ibovespa em Comparação com as Bolsas Americanas 

 

 Segundo Sabrina Loureiro, Chefe de Conteúdo e Análise da Nomad para o Valor Investe, as ações do setor de tecnologia, com ênfase em gigantes como Apple, Microsoft e principalmente NVIDIA, registraram altas, impulsionando o índice Nasdaq. 

 “A NVIDIA é um caso bem interessante; até agora, agosto de 2023, as ações da empresa subiram mais de 240%, um desempenho recorde, explicado em grande parte por conta do aumento da demanda por Inteligência Artificial em diversos setores”, afirma. 

  Além disso, o Ibovespa, com sua concentração em commodities e bancos, ficou atrás até mesmo dos índices alemão e francês (Dax e CAC), em meio a um ciclo de alta de juros, riscos de recessão e conflitos na Europa.  

 Mas o que explicaria esse desempenho abaixo das expectativas, mesmo em um período de redução das taxas de juros no Brasil (que tendem a aquecer o mercado acionário) e com a aprovação de um arcabouço fiscal sólido? A resposta parece estar no cenário internacional. 

  “As ações da Vale foram impactadas pelo desempenho da China e a retração na demanda de aço. No ano, até o momento, a Vale acumula perdas. Petrobras teve alta superior ao Ibovespa no período e ajudou a “carregar” o índice. Isso se aplica para as principais empresas públicas presentes no índice que se recuperaram bem com relação ao fechamento de 2022”, destaca Sabrina. 

  A crise no mercado imobiliário da China resultou em uma acentuada queda na procura por commodities de infraestrutura, afetando diretamente as ações de empresas como Vale, Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e outras do setor minerador e siderúrgico. 

  Apesar do corte na taxa Selic terem sido implementados após avanços na agenda econômica do governo e a desaceleração da inflação, a taxa básica de juros no Brasil permanece elevada, exercendo pressão sobre as margens das empresas, especialmente aquelas ligadas ao mercado interno. 

  

Matéria: Como o Ibovespa está se saindo em relação às bolsas americanas em 2023?
Autor: Isabel Filgueiras
Por: Valor Investe — em 12/09/2023
Informações Financeiras: Quantum Finance  

 

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