Qual o panorama do mercado imobiliário com a possível queda da Selic?

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Qual o panorama do mercado imobiliário com a possível queda da Selic?

O mercado imobiliário é tradicionalmente um dos setores mais sensíveis à variação dos juros, dado o perfil de ativos de longo prazo e a dependência do custo de capital. Após um longo período de estabilidade da Selic em níveis altos, cresce no mercado a expectativa de início de um ciclo gradual de cortes em 2026.

Ainda que o movimento não tenha se materializado, a mudança de expectativa influencia decisões de investimento, precificação de ativos e estratégias de captação no setor. Entender como juros estagnados e a perspectiva de queda afetam esse mercado é essencial para avaliar riscos e oportunidades.

Deseja saber qual é o panorama para o segmento de imóveis com a possibilidade de queda da Selic? Continue a leitura!

Como o ambiente de juros elevados influenciou o mercado imobiliário?

A manutenção da Selic em níveis elevados tende a ter efeitos diretos sobre o mercado imobiliário, principalmente via custo de financiamento e taxa de desconto utilizada na avaliação de ativos. 

Entretanto, contrariando a leitura tradicional de desaquecimento da demanda por imóveis físicos em ciclos de juros elevados, a procura seguiu resiliente. Ao mesmo tempo, incorporadoras e outras empresas do setor precisaram operar com maior cautela.

Em outubro de 2025, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) chegou a revisar para baixo sua projeção de crescimento para o segmento em 2025, de 2,3% para 1,3%. O ajuste visava refletir os impactos do juro elevado sobre a atividade.

Do ponto de vista dos investimentos, os juros altos aumentaram a atratividade relativa da renda fixa, pressionando Fundos Imobiliários. Em muitos casos, a elevação do juro real se traduz em taxas de desconto mais altas na precificação desses ativos, comprimindo cotações e reduzindo o apetite por risco no setor.

Observe como o cenário se refletiu nos resultados. 

Desempenho do mercado imobiliário em 2025

Os dados da plataforma da Quantum mostram que as ações de empresas ligadas ao setor imobiliário listadas na bolsa tiveram desempenho expressivo em 2025, apesar dos juros elevados.

O IMOB acumulou alta de 73,5% no ano, superando com ampla margem o Ibovespa (33,95%), o IBX (33,45%) e o IFIX (21,15%). Confira o desempenho dos principais índices.  

Índice  Retorno 2025
IMOB 73,50%
Ibovespa 33,95%
IBX 33,45%
SMLL 30,70%
IDIV 29,99%
IFIX 21,15%

O comportamento do IMOB no período foi marcado por volatilidade, porém, com movimentos expressivos de recuperação. Já o retorno dos FIIs, representados pelo IFIX, também foi positivo em 2025, embora mais moderado e com trajetória mais estável. 

Esses resultados sugerem que, em 2025, o mercado passou a diferenciar de forma mais clara os segmentos imobiliários listados em bolsa. Enquanto os FIIs mantiveram um perfil mais defensivo, as ações do setor passaram por uma reprecificação mais intensa.

Os dados também revelam nuances relevantes no segmento de Fundos Imobiliários. Os 10 FIIs de papel com maiores retornos no ano apresentaram ganhos entre 20,72% e 40,45%. Enquanto isso, o top 10 dos FIIs de tijolo registrou performances mais elevadas, de 32,15% a 54,77%.

O resultado chama atenção, já que, em ambientes de juros elevados, a leitura predominante costuma favorecer FIIs de papel, beneficiados por indexação a taxas de juros e inflação. 

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Qual o panorama do mercado imobiliário diante da possível queda da Selic?

O momento atual do mercado imobiliário tem sido caracterizado como uma fase de transição. Embora os juros permaneçam elevados, a expectativa de queda gradual da Selic altera o comportamento de investidores, empresas e gestores.

Esses agentes econômicos começam a antecipar cenários, ajustando estratégias antes do início efetivo do ciclo de afrouxamento monetário. A sinalização de possível queda do juro real tende a influenciar a precificação de ativos imobiliários, a reavaliação de projetos e a retomada gradual da confiança no setor.

A perspectiva de redução dos juros altera o equilíbrio entre risco e retorno no mercado financeiro, geralmente estreitando o diferencial de competitividade entre ativos imobiliários e renda fixa. Além disso, a queda esperada do juro real impacta o valuation de ativos de longo prazo, como imóveis e FIIs.

Taxas de desconto menores aumentam o valor presente dos fluxos de caixa futuros, abrindo espaço para reprecificação positiva dos ativos. Isso pode ocorrer mesmo antes de uma melhora efetiva dos indicadores operacionais.

Confira outras facetas desse panorama.

Impactos no crédito imobiliário e no custo de capital

Um dos principais canais de transmissão da política monetária para o mercado imobiliário é o crédito. A expectativa de queda da Selic tende a reduzir, mesmo que gradualmente, o custo de financiamento imobiliário.

Entenda melhor!

Aquecimento da demanda de imóveis

Apesar de o mercado de imóveis físicos não ter desaquecido, o eventual corte de juros pode estimular a retomada de parte da demanda reprimida. Há chance de que o movimento ocorra especialmente entre famílias que adiaram a compra de imóveis durante o período de Selic elevada.

Perspectiva positiva para empresas do setor

Para empresas do setor, a perspectiva de menor custo de capital melhora a viabilidade de projetos de longo prazo e facilita operações de captação e refinanciamento. Incorporadoras passam a enxergar maior previsibilidade financeira, potencialmente destravando novos lançamentos.

Reprecificação e novas oportunidades com a mudança do juro real

A possível queda do juro real abre espaço para novas operações e oportunidades no mercado imobiliário. Ativos que sofreram forte compressão de preços durante o ciclo de alta podem passar por processos graduais de reprecificação à medida que as expectativas se consolidam.

Esse processo não costuma ocorrer de forma linear nem imediata. Ele tende a acontecer à medida que expectativas se consolidam e dados macroeconômicos confirmam a mudança de ciclo. 

Para investidores e gestores atentos, esse período de transição pode abrir espaço para oportunidades pontuais, desde que os riscos sejam bem avaliados.

O que é preciso observar daqui para a frente?

Com o mercado imobiliário entrando em uma fase de transição, a análise cuidadosa de dados se torna ainda mais importante. Para tomar decisões consistentes, é indispensável avaliar fatores como:

  • histórico de retornos;
  • sensibilidade ao juro real;
  • qualidade dos ativos;
  • estrutura financeira dos veículos de investimento.

Esse tipo de leitura exige bases históricas organizadas, séries comparáveis e métricas que permitam acompanhar o comportamento dos ativos ao longo de diferentes ciclos econômicos.

Plataformas como o Quantum Axis apoiam esse processo ao consolidar dados de mercado, índices e ativos ligados ao setor, permitindo análises integradas e comparáveis.

A centralização de informações confiáveis e padronizadas da nossa solução reduz ruídos na interpretação do cenário econômico. Também oferecemos suporte técnico para avaliar riscos, simular impactos de mudanças na taxa de juros e monitorar a dinâmica do segmento de imóveis com maior precisão.

Após um período prolongado de juros elevados, a expectativa de queda gradual da Selic a partir de 2026 começa a redesenhar o cenário para o mercado imobiliário. Com as ferramentas adequadas, é possível aprofundar análises com maior rigor técnico.

Quer acompanhar esse movimento de maneira estruturada e embasar decisões estratégicas? Conheça as soluções da Quantum e acesse informações confiáveis e históricos consistentes!

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